Padre cobra ao vivo repasse prometido pela Prefeitura de Humaitá durante encerramento das festas da padroeira
Cleimisson Sales -Noticias Na Mão
No município de Humaitá, nesta segunda-feira, 8 de dezembro, uma situação inesperada chamou a atenção da população e gerou repercussão imediata. Durante a celebração de encerramento das festividades em comemoração à padroeira do município, o padre Marcelo fez uma cobrança pública e ao vivo à Prefeitura de Humaitá, relacionada a um repasse financeiro prometido para a Igreja Católica.
Segundo o sacerdote, a Prefeitura havia assumido o compromisso de realizar um repasse no valor de R$ 100 mil, destinado a auxiliar na construção da Catedral da Igreja Católica. No entanto, até o momento, o recurso não teria sido creditado.
Em sua fala, o padre foi direto ao tratar do assunto diante dos fiéis e da comunidade presente:
“Tínhamos uma promessa da Prefeitura de Humaitá, mas até agora não tem nada na conta dos 100 mil. Nós não vamos esperar”, afirmou o padre Marcelo.
Ainda durante o pronunciamento, o sacerdote completou dizendo que a obra seguirá adiante independentemente do repasse prometido.
“Quando nós queremos, nós vamos conseguir, independentemente de qualquer coisa”, concluiu.
Entenda o Projeto de Lei nº 08/2025
Para compreender o episódio, é necessário voltar ao mês de março de 2025. No dia 11 de março, o prefeito de Humaitá, Dedei Loubo, encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 08/2025, que tinha como objetivo autorizar o Poder Executivo a repassar R$ 100 mil à Igreja Católica, especificamente para auxiliar na construção da Catedral.
No entanto, mesmo após a aprovação, o valor não foi efetivamente repassado até o mês de novembro.
Diante da situação, o vereador Sargento de Macedo voltou a cobrar publicamente, durante pronunciamento na tribuna da Câmara, o cumprimento do repasse por parte do Executivo Municipal.
A cobrança feita pelo padre Marcelo durante a celebração religiosa surpreendeu o público presente e moradores de Humaitá e da região, ao trazer à tona, de forma pública, um compromisso institucional ainda não concretizado.
Diante dos fatos, o episódio levanta um questionamento inevitável: teria havido negligência administrativa por parte do prefeito ao não executar um projeto aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal? Mais do que um desconforto político, o silêncio e a demora no cumprimento do repasse reforçam a percepção de descaso institucional, algo que exige explicações claras e imediatas à população de Humaitá.
Até o momento, a Prefeitura de Humaitá não se manifestou oficialmente sobre o caso.
