O que se sabe sobre o desaparecimento dos dois irmãos no Maranhão

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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, sumiram após saírem para brincar em área de mata em Bacabal; operação entrou na terceira semana com reforço da Marinha e mais de 500 pessoas mobilizadas

Cleimisson Sales- Noticias Na Mão

As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, chegam ao 16º dia nesta segunda-feira (19), sem que haja, até o momento, informações sobre o paradeiro das crianças.

Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão. As operações entraram na terceira semana com reforço de equipes e ampliação da área investigada.

Neste fim de semana, a Marinha do Brasil intensificou as buscas na região, com a atuação de mais de 11 mergulhadores. A operação conta ainda com o uso de uma voadeira, uma motoaquática e um equipamento de sonar do tipo side scan, tecnologia utilizada para localização subaquática em águas turvas ou profundas. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) também participa da força-tarefa, com ações em campo e nas rodovias.

Segundo a SSP-MA (Secretaria de Segurança Pública do Maranhão), mais de 500 pessoas estão mobilizadas nas buscas, incluindo equipes do Corpo de Bombeiros, polícias civil e militar, CTA (Centro Tático Aéreo), Perícia Oficial, Exército Brasileiro e voluntários. A área de procura abrange cerca de 54 km² e foi dividida em quadrantes para permitir um trabalho detalhado em meio à mata densa e trilhas irregulares. Mais de 60% dessa área já foi vistoriada.

Um dos principais pontos da investigação envolve o relato de Anderson Kauã, primo das crianças, de 8 anos, encontrado com vida no dia 7 de janeiro. De acordo com a SSP-MA, cães farejadores indicaram que as três crianças estiveram em uma casa abandonada na zona rural de Bacabal, conhecida como “casa caída”, localizada no povoado São Raimundo.


O secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, afirmou que o trabalho dos cães confirmou detalhes relatados pelo menino. “O cão farejador identificou que as três crianças estiveram na casa caída, conforme havia dito Kauã. Inclusive, na chegada deles: o Kauã foi por um lado da casa e as outras duas crianças pelo outro. Até esse detalhe, os cães perceberam. E acrescento: não foi só um cão, foram quatro que fizeram esse trabalho”, disse.


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Maranhão Publicado por Cleimisson Sales

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