Ex-chefe de gabinete de David Almeida, presa na Operação Erga Omnes, recebeu mais de R$ 586 mil entre 2021 e 2025

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Ao longo do período, ela ocupou diferentes funções na gestão municipal

MANAUS (AM) – Presa na Operação Erga Omnes, Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), acumulou, entre 2021 e 2025, ao menos R$ 586.463,85 em remuneração líquida paga pela Prefeitura de Manaus. A prisão ocorreu nesta sexta-feira, 20/2, na capital amazonense.

Os dados foram obtidos por meio do Portal da Transparência. Anabela é policial civil e advogada, graduada em Direito, com pós-graduação em Direito Público.

De acordo com as investigações, o grupo alvo da operação mantinha uma estrutura organizada para a distribuição de entorpecentes e ocultação de recursos ilícitos. A ação contou com apoio de forças de segurança dos estados do Ceará, Piauí, Pará, Maranhão e Minas Gerais, com cumprimento de mandados judiciais e bloqueio de bens.


Leia também: Ex-chefe de gabinete de David Almeida é presa em operação contra tráfico e corrupção

Valores recebidos por ano

Ao longo do período, ela ocupou diferentes funções na gestão municipal. Entre 2021 e 2022, exerceu o cargo de secretária executiva, vinculada ao gabinete pessoal do prefeito.

Em 2023, atuou como coordenadora, com vínculo descrito como “disposição a outras esferas”, incluindo registro de pagamento de verbas indenizatórias. Já em 2024 e 2025, integrou a Comissão Municipal de Licitação, com cargo comissionado na Casa Civil.

Segundo os registros, os valores líquidos recebidos foram:

  • 2021: R$ 93.435,65
  • 2022: R$ 116.490,45
  • 2023: R$ 175.630,55
  • 2024: R$ 155.750,14
  • 2025: R$ 45.157,06

Total no período: R$ 586.463,85

Em 2023, o maior valor mensal foi registrado em dezembro, quando houve pagamento de R$ 34.265,77, identificado como verbas indenizatórias. Em 2024, apesar de não haver registros de pagamento entre janeiro e maio, os repasses foram retomados a partir de junho, incluindo R$ 21.858,82 naquele mês.

Investigação

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a investigação apura se houve utilização de estrutura pública para favorecer o suposto esquema criminoso ou facilitar a movimentação de recursos ilícitos.

Em nota, a Prefeitura de Manaus afirmou que a atual administração mantém compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições, e que qualquer servidor eventualmente investigado responderá individualmente por seus atos, nos termos da lei, sem prejuízo do funcionamento regular da máquina pública.

A defesa de Anabela declarou que ela não possui qualquer relação com organizações criminosas ou com outros investigados na operação e que nunca foi investigada ou processada anteriormente por qualquer crime. processada anteriormente por qualquer crime, nem mesmo relação com qualquer investigado.

Posicionamento da Prefeitura

Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura de Manaus informou que a investigação não tem como alvo institucional o Executivo municipal. A gestão afirmou que eventuais servidores citados no inquérito responderão individualmente por seus atos, caso sejam responsabilizados.

A administração municipal destacou ainda que os serviços públicos seguem funcionando normalmente e reafirmou o compromisso com a legalidade e a transparência.



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AM CHEFE ERGA OMNES Publicado por Cleimisson Sales

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