Entre a Coerência e o Interesse: a possível união entre Herivânio Seixas e Dedei Lobo coloca a política de Humaitá em xeque
Cleimisson Sales - Noticias Na Mão
HUMAITÁ (AM) — No círculo político do município, um assunto tem dominado conversas, bastidores e articulações silenciosas: a possível aproximação entre o ex-prefeito Herivânio Seixas e o grupo do atual prefeito Dedei Lobo. A hipótese chama atenção por envolver dois nomes que construíram suas trajetórias recentes em lados opostos da política local.
Herivânio Seixas chega a esse debate cercado por críticas antigas. No meio político, são recorrentes os comentários sobre um histórico considerado desgastado, incluindo relatos de que já teria sido preso pela Polícia Federal e que hoje possivelmente enfrenta questionamentos sobre sua elegibilidade. Esses pontos fazem parte do debate político local e são frequentemente levantados por adversários e observadores.
Do outro lado, o prefeito Dedei Lobo também é alvo de questionamentos. Uma eventual aliança com um ex-adversário direto levanta dúvidas sobre coerência e discurso político, após anos de embates públicos e críticas mútuas. Para parte da população, a dúvida é se essa movimentação representa diálogo político ou pura conveniência eleitoral.
Nos bastidores, comenta-se que, caso essa união avance para fortalecer projetos futuros — como a tentativa de eleger Felipe Lobo —, interesses estariam em jogo. O ano de 2028 surge com frequência nas conversas, reforçando a percepção de que alianças políticas dificilmente acontecem sem projeções adiante.
Até o momento, não há confirmação oficial de qualquer composição. O cenário segue marcado por especulações, cobranças e desconfiança popular. Em uma cidade acostumada à polarização, a possível união entre antigos rivais reacende uma pergunta central: essa movimentação atende ao interesse público ou apenas aos cálculos do poder?
Na política, alianças raramente são movidas por boa vontade. Quando antigos adversários se aproximam, a dúvida não é se há interesse, mas qual será o preço — e quem vai pagar essa conta no futuro?