Pesquisadores registraram uma irara (Eira barbara) albina no Parque Estadual do Cristalino, localizado no norte de Mato Grosso. O registro é considerado inédito para a espécie na Amazônia e o segundo conhecido em toda a sua área de ocorrência.

Mas, afinal, o que é uma irara albina? A irara é um mamífero silvestre da família dos mustelídeos, a mesma das lontras e dos furões. Já o albinismo é uma condição genética rara caracterizada pela ausência ou redução da produção de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, dos pelos e dos olhos. Por isso, animais albinos apresentam pelagem muito clara, geralmente branca, e podem ter olhos com aparência avermelhada ou rosada.

A descoberta chama a atenção da comunidade científica pela raridade do fenômeno e reforça a importância das pesquisas voltadas ao conhecimento e à conservação da fauna amazônica.
A irara desempenha um papel ecológico importante, atuando como predadora e contribuindo para o equilíbrio das cadeias alimentares e a dinâmica dos ecossistemas.
Um dos destaques da pesquisa é a participação de um pesquisador natural de Canutama, no Amazonas. Edney Nascimento, mestre em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), é o primeiro autor do estudo, desenvolvido sob a liderança da Dra. Clarissa Rosa e do Dr. Domingos de Jesus, em colaboração com os demais pesquisadores.
O trabalho foi publicado na revista científica internacional Mammalia, da editora alemã De Gruyter, levando o nome de um pesquisador canutamense a uma publicação de alcance internacional.
A pesquisa também evidencia a importância da ciência na identificação de fenômenos raros e na ampliação do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica.
Você pode conferir o estudo científico completo no link abaixo !
https://www.degruyterbrill.com/document/doi/10.1515/mammalia-2025-0155/html
