CORONEL ROSSES ACIONA MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA GOVERNADOR POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA EM CONTRATOS DA SEGURANÇA

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CORONEL ROSSES ACIONA MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA GOVERNADOR POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA EM CONTRATOS DA SEGURANÇA

MANAUS (AM)– O vereador Coronel Rosses (PL) protocolou uma representação oficial junto ao Ministério Público do Estado (MPE) denunciando o governador por suposta improbidade administrativa. A denúncia aponta a manutenção de contratos milionários com empresas ligadas ao chefe do Executivo e a seus familiares, que somam mais de R$ 94 milhões na área de Segurança Pública e da Polícia Militar.


A ação ocorre logo após o governo estadual anunciar um cronograma de pagamento para o auxílio-fardamento dos policiais militares. De acordo com a denúncia, o Estado alegava falta de recursos orçamentários para atrasar o benefício da categoria, enquanto mantinha repasses regulares a empresas parceiras.

Ao assumir o cargo em abril, o governador havia prometido publicamente o cancelamento de todos os contratos firmados entre o governo e empresas de sua propriedade ou de seus parentes. No entanto, a documentação entregue ao Ministério Público comprova que os vínculos permanecem ativos, sem que tenham ocorrido novas licitações para a prestação dos serviços.

Entre as principais irregularidades apontadas na representação, destacam-se:

- R$ 61 milhões destinados a uma empresa de navegação para a locação de viaturas policiais.

- ⁠R$ 21 milhões direcionados à empresa Logic Prova para o aluguel de vans e micro-ônibus.

Contraste na Segurança Pública

O documento protocolado enfatiza o contraste entre a destinação dos recursos públicos e a realidade dos servidores da ponta. Enquanto contratos de valores elevados seguem intocados com empresas ligadas ao Executivo, os policiais militares enfrentam dificuldades estruturais.

"O policial precisa comprar a própria farda para trabalhar, enquanto o governador mantém contratos com as próprias empresas", apontou Rosses após deixar a sede do órgão fiscalizador.

A representação agora está sob análise dos promotores e procuradores de Justiça do Ministério Público, que avaliarão o teor dos documentos e as medidas legais cabíveis, incluindo a possibilidade de ressarcimento aos cofres público.


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Manaus Publicado por Cleimisson Sales Rosses

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