MANAUS, AM – Em pronunciamento recente, o Coronel Rosses manifestou grave preocupação com a atual gestão da segurança pública no estado do Amazonas, denunciando o que classifica como uma "tragédia anunciada" no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
Segundo o Coronel, o Governo do Estado descumpriu determinações legais e atropelou a competência da Vara de Execução Penal ao ordenar a transferência de 71 policiais militares presos para um presídio comum. Rosses argumenta que essa movimentação ignora a separação necessária entre detentos militares e condenados comuns, criando um cenário de instabilidade similar ao massacre ocorrido em 2019.
"Segurança pública é para adultos, não para amadores. O que está em xeque não é a defesa de criminosos, mas o cumprimento da lei que está sendo ignorada", afirmou o Coronel.
Críticas à Gestão e ao "Governador Lacrador"
O vídeo também traz duras críticas à postura do atual Governador, acusado de priorizar o marketing político em detrimento da administração pública.
Marketing vs. Gestão: Rosses questiona a presença do Governador em operações policiais às 5h da manhã para fins de filmagem ("lacração"), enquanto áreas críticas como a saúde e a estrutura básica das polícias sofrem abandono.
A Crise na Saúde: O Coronel sugere que o Governador deveria "vestir o jaleco" e fiscalizar as condições de hospitais como o 28 de Agosto, em vez de atuar como policial.
Impedimento de Fiscalização e Ataques Midiáticos
Ao tentar vistoriar as instalações do Compaj e a barreira física que separa os grupos de presos, o Coronel Rosses afirma ter sido barrado por ordem direta do Secretário de Administração Penitenciária, Coronel Paulo César.
Além disso, Rosses denunciou estar sofrendo um "massacre midiático" financiado pelo estado. Segundo ele, as narrativas oficiais tentam distorcer suas falas para fazer parecer que ele defende bandidos, quando, na verdade, sua intenção é alertar para o risco iminente de um novo colapso penitenciário.
De acordo com o parlamentar, essas sao as principais preocupações:
Risco de Motim: Possibilidade real de amotinamento e "holocausto" no Compaj devido à mistura indevida de populações carcerárias.
Ilegalidade: Descumprimento de ordens judiciais na transferência de policiais.
Abandono do Interior: Facções criminosas avançando sobre as cidades do interior do Amazonas.
Falta de Governança: Um governo focado em imagens para redes sociais enquanto a segurança pública se degrada.
"Eu avisei." Com essa frase, o Coronel Rosses encerra seu alerta, colocando a responsabilidade de futuras catástrofes diretamente nas mãos da atual gestão estadual
