MULHER É FERIDA COM TIRO NOS PÉS APÓS NÃO AGUENTAR MAIS APANHAR DO MARIDO, NA ZONA RURAL DE HUMAITÁ
Cleimisson Sales -Noticias Na Mão
O fato ocorreu no primeiro dia do ano de 2026, na Comunidade do Cachimbo, localizada no Lago do Antônio, zona rural do município de Humaitá. A mulher, mãe de quatro filhos, cansada da convivência marcada por abusos psicológicos e violência física, decidiu, mais uma vez, abandonar o companheiro, que há vários anos maltrata tanto ela quanto os filhos.
Durante o relacionamento, o casal já havia enfrentado episódios graves, incluindo agressões físicas, psicológicas, ameaças de morte e até ataques com faca. Apesar disso, o agressor já havia sido perdoado algumas vezes ao longo da convivência no lar.
A vítima, identificada como Gilda de Castro de Souza, de 31 anos, moradora da Comunidade do Cachimbo, decidiu sair de casa no dia 01/01/2026 após sofrer novas agressões físicas e psicológicas. Ela pretendia seguir para a cidade em busca de ajuda de familiares e de uma vida em paz. No entanto, o companheiro não aceitou a decisão. No momento em que a mulher estava com as malas prontas para viajar de barco, ele efetuou disparos com uma espingarda, atingindo as duas pernas da vítima.
Gilda foi socorrida por vizinhos e familiares e levada ao Posto de Saúde da Comunidade de Santa Luzia, também no Lago do Antônio. Em seguida, foi encaminhada ao Hospital Regional de Humaitá, onde permanece internada sob cuidados médicos. A vítima ainda possui chumbos alojados nas pernas e aguarda intervenção cirúrgica. Seu estado de saúde é considerado estável.
Abalada, a mulher chora constantemente e pede ajuda para retirar os filhos da guarda do agressor. Segundo relatos, as crianças também sofrem agressões e ameaças com facas e armas de fogo, que estariam em posse do suspeito, o qual se recusa a liberar os menores.
O caso é considerado grave e complexo, exigindo a intervenção urgente da Polícia e do Conselho Tutelar. Até o momento, a vítima ainda não registrou boletim de ocorrência devido ao seu estado de saúde. Fica o alerta para que os órgãos de assistência social atuem com urgência.
Fonte : Acrítica de Humaitá
