“Dói em quem ensina”: Maria do Carmo Detona Último Lugar do Amazonas no ENEM e Acusa “Velha Política” de Fracasso na Educação

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“Dói em quem ensina”: Maria do Carmo Detona Último Lugar do Amazonas no ENEM e Acusa “Velha Política” de Fracasso na Educação

MANAUS - A educadora e empresária Maria do Carmo Seffair lançou uma crítica incisiva e emocional à situação da educação no Amazonas, utilizando dados oficiais para apontar o que ela classifica como o fracasso da "velha política" no estado. O foco da sua fala é o resultado alarmante que coloca o Amazonas na última colocação (27º) do país no quesito "Notas do ENEM" no último Ranking de Competitividade dos Estados do Centro de Liderança Pública (CLP/INEP).

Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, Maria do Carmo, que se identifica como professora desde os 16 anos, declarou que o último lugar não é um acaso, mas "um retrato de o quanto a velha política fracassou com a nossa educação."

A Luta dos Professores e Alunos Ignorada

A educadora ressaltou que a situação é dolorosa para quem está na ponta. "Isso dói. Dói em quem está na sala de aula, em quem acorda cedo para ensinar, e em quem acredita que a educação é o único caminho real para mudar de vida", afirmou.

Ela fez questão de destacar o esforço de professores, que muitas vezes "tiram do próprio bolso dinheiro para comprar material", e de alunos que "enfrentam longas distâncias para chegar à escola". A ineficiência, segundo Maria do Carmo, não está no povo amazonense, mas na falta de prioridade do governo, que, segundo ela, "prefere propaganda a resultado" e deixa o estado afundar nos indicadores educacionais.

Educação como "Única Carta de Alforria"

Reforçando a importância social do tema, Maria do Carmo cravou que a educação é a "única carta de alforria para quem está nas camadas sociais mais baixas".

A empresária, no entanto, não se limitou à crítica e trouxe uma mensagem de mudança. Para ela, "dá para virar esse jogo, que dá para colocar o Amazonas entre os primeiros. Disso eu entendo."

A solução, segundo a educadora, reside na "boa política", que ela define como "aquela que valoriza o mérito, a liberdade, e a responsabilidade com o dinheiro público."

Ao finalizar, Maria do Carmo deixou o recado direto à gestão pública: "Ser o último em notas não é o nosso destino, é resultado de escolhas erradas. Mudar isso é urgente, porque para mudar o Amazonas, só depende da gente." A fala intensa e baseada em dados oficiais deve intensificar o debate sobre a gestão e as políticas educacionais no estado.

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Publicado por Cleimisson Sales

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