Show ou Infraestrutura: Qual é a Prioridade de Humaitá? Contrato de R$ 650 Mil para Cantor Contrapõe Crises no Básico
A população de Humaitá (AM) se depara com um contraste que levanta sérias questões sobre a aplicação dos recursos públicos municipais. Enquanto a cidade se prepara para receber o cantor Eduardo Costa em um show custeado em R$ 650.000,00 (Seiscentos e Cinquenta Mil Reais) pela prefeitura, a realidade do cotidiano é marcada pela precariedade da infraestrutura básica, incluindo um sistema viário em "mau estado de conservação", com buracos, falta de drenagem e calçadas adequadas.
O Extrato de Dispensa de Licitação (Inexigibilidade nº 13/2025), datado de 30 de setembro de 2025, divulga a contratação da empresa EXCPETACULO PRODUÇÕES LTDA para a apresentação artística do cantor durante a Expohuma 2025, no valor milionário de R$ 650 mil.

O Custo do Entretenimento e a Crise da Infraestrutura
O montante de R$ 650 mil, a ser investido em uma única noite de espetáculo, provoca uma reflexão inevitável: Quantas melhorias essenciais na infraestrutura da cidade poderiam ser realizadas com esse valor?
Relatórios e investigações apontam que a infraestrutura urbana é um desafio constante no município. As vias não pavimentadas ou com asfalto deteriorado, além da ausência de um sistema eficiente de drenagem, geram transtornos anuais, descritos por moradores como "crateras" que causam prejuízos a veículos e acidentes.
Onde Estão as Prioridades do Tesouro Municipal?
Festas e eventos como a Expohuma são importantes para o lazer e a cultura, mas o montante expressivo destinado ao show do artista nacional, contratado por dispensa de licitação, obriga a gestão municipal a prestar contas sobre suas prioridades.
A infraestrutura deficiente — das ruas esburacadas à falta de drenagem — não é apenas um incômodo; ela afeta diretamente a segurança, a saúde e a qualidade de vida da população, impactando a mobilidade e o acesso a serviços essenciais.
A decisão de destinar R$ 650 mil para um show, enquanto a cidade lida com problemas estruturais crônicos, coloca a prefeitura em um dilema: o entretenimento de um dia pesa mais do que a garantia de uma infraestrutura digna e funcional para todos os dias?
A população de Humaitá precisa de uma resposta clara sobre como a gestão municipal define o uso dos recursos públicos, equilibrando o brilho dos palcos com a urgência dos serviços básicos.